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domingo, 22 de julho de 2012

O que você não sabia sobre sexualidade! ( Super Interessante! )


Há quem pense que a sexualidade se resume só a gênero e orientação sexual hetero, homo ou bissexual, este se engana muito, a sexualidade é uma algo muito complexo e diverso, muito amplo, ao mesmo tempo que confuso é brilhante, é magnífico, as vezes doentio, as vezes perfeccionista… Não há ideologia de purpurinar a sexualidade aqui, ou de querer fazer alusão ou glamurizar ela e sim de mostrar o quão magnifica é a psiqué humana!

Começou com Freud…
SIGMUND FREUD -BIOGRAFIA – RESUMO
Nasceu em 06 de maio de 1856 na Checoslovaquia, de origem judaica. Aos 8 anos já lia Shakespeare e, na adolescência uma conferência, cujo tema  era o ensaio de
Goethe sobre a natureza ficou profundamente impressionado.  Trocou a falculdade de Direito pela Medicina e interessou-se pela área de pesquisas.  Iniciou seu trabalho sobre o sistema nervoso central, publicou vários artigos sobre cocaína.
Especializou-se em doenças nervosas e criou interesse pela “histeria”  e pela hipnoterapia praticada na época por Breuer Charcot. Os dois , trabalhando juntos publicaram “Estudos sobre a Histeria” e na mesma época Freud conseguiu analisar um sonho seu que ficou conhecido como  “O Sonho da Injeção feita em Irma”, rascunhou  “Projeto para uma psicologia Científica” somente publicada após sua morte.
O termo psicanálise (associação livre) , foi inicado por ele após passar por um trauma com a morte de seu pai e começou com seu amigo WILHELM FLIESS a analise de seus sonhos e fantasias.
“A Interpretação de Sonhos” que Freud considerava um de  seus melhores livros foi publicado para  ser  projetado no inicio do novo século, XX.
Foi bastante hostilizado por seus colegas médicos, trabalhando em total isolamento.
Deu inicio a análise de Dora , sua paciente e escreveu Sobre a Psicopatologia da Vida Cotidiana, ” publicando em 1901.
Escreveu  “Três Ensaios sobre a Teoria da Sexualidade, “Os Chistes e sua relaçao com o Inconsciente, ” “Fragmento da análise de um caso de Histeria”; (neurose)
Teve alguns seguidores como Alfred Adler, Carl Jung, que depois separaram-se de Freud e criaram suas próprias escolas, discordando da ênfase que Freud dava à origem  sexual da neurose.(nervosismo, irritabilidade, excitação)
Durante a Segunda Guerra Mundial Freud foi para a Inglaterra, mas suas irmãs foram assassinadas em campos de concentração.
Freud ainda escreveu “Conferências Introdutorias sobre Psicanálise e há varios volumes da “Coletânea das Obras de Sigmund Freud, que entre outros temas, abrangia a teoria do trauma do nascimento.
Freud é considerado o PAI DA PSICANÁLISE, onde o paciente, vai com ou sem hipnose, lembrando-se de seus traumas, durante a vida e libertando-se de seus sofrimentos e atitudes de irritabilidade, histeria etc….
É muito utilizado hoje em dia, por psicólgos e até os novos parapsicólogos, que estão surgindo, usam também em  grande escala a hipnose para recordaçoes de vidas anteriores. 
Em 1877, ele abreviou o seu nome de Sigismund Schlomo Freud para Sigmund Freud. Desde 1873, era um aluno da Faculdade de Medicina da Universidade de Viena, onde gostava de pesquisar no laboratório de Neurofisiologia. Ao se formar, em 1882, entrou no Hospital Geral de Viena. Freud trabalhou por seis meses com o neurologista francês Jean-Martin Charcot, que lhe mostrou o uso da hipnose. Em parceria com o médico Joseph Breuer, seu principal colaborador, ele publicou em 1895 o “Estudo sobre Histeria”. O livro descreve a teoria de que as emoções reprimidas levam aos sintomas da histeria, que poderiam desaparecer se o paciente conseguisse se expressar. Insatisfeito com a hipnose, Freud desenvolveu o que é hoje a base da técnica psicanalítica: a livre associação. O paciente é convidado a falar o que lhe vem à mente para revelar memórias reprimidas causadoras de neuroses.
Em 1899, publicou “A interpretação dos sonhos”, em que afirma que os sonhos são “a estrada mestra para o inconsciente”, a camada mais profunda da mente humana, um mundo íntimo que se oculta no interior de cada indivíduo, comandando seu comportamento, a despeito de suas convicções conscientes.
Mesmo com dificuldades para ser reconhecido pelo meio acadêmico, Freud reuniu um grupo que deu origem, em 1908, à Sociedade Psicanalítica de Viena. Seus mais fiéis seguidores eram Karl Abraham, Sandor Ferenczi e Ernest Jones. Já Alfred Adler e Carl Jung acabaram como dissidentes.
A perda de Jung foi muito mais dolorosa, pois Freud esperava que o discípulo, suíço e protestante, projetasse a psicanálise além do ambiente judaico. Além de discordar do papel prioritário dado por Freud ao desejo, Jung se tornou místico.
Sensibilizado pela Primeira Guerra Mundial e pela morte da filha Sophie, vítima de gripe, Freud teorizou sobre a luta constante entre a força da vida e do amor contra a morte e a destruição, simbolizados pelos deuses gregos Eros (amor) e Tanatos (morte). A sua teoria da mente ganhou forma com a publicação em 1923, de “O Ego e o Id”.
Em 1936, disse considerar um avanço seus livros terem sido queimados pelos nazistas. Afinal, no passado, eram os autores que iam à fogueira. Mas a subida de Hitler ao poder ditatorial não demorou e a perseguição aos judeus se intensificou. Em 1938, já velho e com câncer, fugiu para a Inglaterra, onde morreu no ano seguinte.
Com Martha Bernays, teve seis filhos. A caçula Ana tornou-se discípula, porta-voz do pai, e uma eminente psicanalista.
Atualmente, Freud continua tão polêmico quanto na época em que esteve vivo. Por um lado, é verdadeiramente idolatrado por seguidores ortodoxos da teoria psicanalítica – e, aliás, em vida, Freud demonstrava uma inegável satisfação em ser reverenciado como um gênio. Por outro, é visto também como um mistificador, principalmente a partir da década de 1990, quando as descobertas da neurociência questionaram muitos dos princípios fundamentais da psicanálise.
Ao desenrolar dos caminhos, Freud com a Teoria da Bissexualidade inata ( de nascença ), criou sede de conhecimento nos futuros cientistas que foram buscar essa realidade nos caminhos da biologia, da sociologia, da história, da geografia, da antropologia, da genética… Dentre muitos destaques se deram as desenvolturas de Kinsey e Harry Benjamin…
Kinsey causou um “escândalo” global com sua pesquisa sobre sexualidade…
Alfred Charles Kinsey nasceu em Hoboken, Nova Jersey, em  23 de junho de 1894. Faleceu aos 61 anos, como o homem que revolucionou a discussão sexual. Antes de Kinsey, o não convencional não era comentado, era considerado como anomalia. Era um campo onde a ciência não ousava desafiar a moral vigente. Hoje ainda, seus estudos norteiam pesquisadores e cientistas.
Pai da sexologia, da revolução sexual dos anos 60. Na verdade, em sua formação, era biólogo. Largou o curso de engenharia para cursar biologia e se tornar doutor em Harvard, defendendo a diversidade padrões de uma espécie de vespa. O pai, professor conservador e religioso, não via com bons olhos os estudos do filho. Sofreu de raquitismo na infância, que deixou seqüelas físicas.
Casou-se com Clara McMillen e teve quatro filhos. Na Universidade de Indiana completou seu trabalho de capturar e catalogar mais de um milhão de vespas, que foram doadas ao Museu Nacional de História Natural, em Nova York. Lá, iniciou um centro de estudos sobre a sexualidade humana, hoje Instituto Alfred Kinsey, além de criar o primeiro curso de sexologia.
Depois de concluir sobre a diversidade das vespas e de padrões de acasalamento, Kinsey percebeu que era hora de mostrar que o ser humano seguia as mesmas variações. O professor doutor treinou e qualificou diversos pesquisadores para percorrerem o país com o seu questionário. A publicação veio em 1948, o famoso relatório sobre a sexualidade humana (Sexual Behavior in the Human Male) caiu como uma bomba na moralidade norte-americana.
Kinsey virou celebridade e seu trabalho um dos livros científicos mais vendidos. Em 53, foi publicado um novo volume, sobre a sexualidade das mulheres (Sexual Behavior in the Human Female). Segundo os estudos de Kinsey, 92% dos homens e 62% das mulheres se masturbava. E 37% dos homens e 13% das mulheres já tinham tido uma relação homossexual que lhes tinha proporcionado um orgasmo ao menos. O sexo não era mais um segredo entre quatro paredes.
Kinsey também classificou a sexualidade humana, retirando o rótulo sexual tradicionalmente machista que vigorava até então. Kinsey disse que a sexualidade não era estática ou imutável e que, embora tenha classificado o modo de se fazer sexo entre os seres humanos, sua classificação não era uma regra. Ele identificou os seguintes padrões sexuais: heterossexual exclusivo; heterossexual ocasionalmente homossexual;  heterossexual mais do que ocasionalmente homossexual; igualmente heterossexual e homossexual (bissexual); homossexual mais do que ocasionalmente heterossexual;
homossexual ocasionalmente heterossexual; homossexual exclusivo; indiferente sexualmente.
O estudo de Kinsey sempre enfrentou forte oposição dos católicos, tendo surgido diversos boatos sobre a sexualidade e procedimentos bizarros supostamente usados pelo pesquisador. Um fato é que os estudos de Kinsey possibilitaram o embasamento científico para retirar em 1973, a homossexualidade da lista de desordens mentais da Associação Americana de Psiquiatria e no Código Internacional de Doenças, CID, da Organização Mundial de Saúde (OMS), em 1986. Em 2004, foi lançado o filme ‘Kinsey – Vamos falar de Sexo’, contando a vida do cientista.
Junto ao Relatório de Kinsey também veio a Escala de Kinsey
Escala de Kinsey tenta descrever o comportamento sexual de uma pessoa ao longo do tempo e em seus episódios num determinado momento. Ela usa uma escala iniciando em 0, com o significado de um comportamento exclusivamente heterosexual, e terminando em 6, para comportamentos exclusivamente homossexuais. Muito frequentemente a Escala de Kinsey é simplificada de forma exagerada prevendo apenas heterossexuais, bissexuais e homossexuais de acordo com a monossexualidade, onde temos percebemos apenas dois sexos: o macho e a fêmea. Em estudos posteriores, Alfred Kinsey, Wardell Pomeroy et al. publicam os livros Sexual Behavior in the Human Male (1948) e Sexual Behavior in the Human Female (1953), introduzindo também os assexuais.
Kinsey escreveu em tradução livre:
Homens não são representados através de duas populações discretas, heterossexual e homossexual. O mundo não é subdividido em carneiros e cabras. É um fundamento da taxonomia que a natureza raramente pode ser tratada em categorias discretas… O mundo em que vivemos é contínuo em todos e em cada um dos aspectos.Quando enfatiza-se a continuidade das graduações entre os heterossexuais e homossexuais exclusivos ao longo da história, parece ser desejável desenvolver uma gama de classificações que podem ser amparadas em quantidades relativas de experiências e respostas heterossexuais e homossexuais em cada caso… Um indivíduo pode ser associado numa posição da escala em cada período de sua vida… Uma escala de sete categorias aproxima-se de representar as várias graduações que existem atualmente (Kinsey, et al. (1948). pp. 639, 656)
A escala é representada abaixo:
NívelDescrição
0Exclusivamente heterossexual
1Predominantemente heterossexual, apenas eventualmente homossexual
2Predominantemente heterossexual, embora homossexual com frequência
3Igualmente heterossexual e homossexual
4Predominantemente homossexual, embora heterossexual com frequência
5Predominantemente homossexual, apenas eventualmente heterossexual
6Exclusivamente homossexual
XAssexuado
Porém muitos estudiosos acharam “fraca” a escalda e muito vaga, posteriormente, Klein adicionou uma outra escala:
Grade de Orientação Sexual de Klein tenta medir além da orientação sexual expandindo-se sobre a nova escala de Kinsey que categoriza a história sexual de 0 (indivíduo exclusivamenteheterossexual) a 6 (exclusivamente homossexual). Como uma pessoa viaja na escala, eles são determinados para ser “Predominantemente o indivíduo heterossexual, mais do que incidentemente homossexual” no intervalo 2, “Predominantemente homossexual, só incidentemente heterossexual” no intervalo 5 e em qualquer lugar no meio. No centro, o Intervalo 3 é “Igualmente Indivíduo Heterossexual e Homossexual”.

Grade

Passado (a vida inteira até um ano atrás)Presente (últimos 12 meses)Ideal (O que você gostaria?)
A – Atração Sexual: A quem você é sexualmente atraído?
B – Comportamento Sexual: Com quem você geralmente fez sexo?
C – Fantasias Sexuais: Sobre quem são as suas fantasias sexuais?
D – Preferência Emocional: Com quem você se sente melhor ou mais próximo emocionalmente?
E – Preferência Social: Com que gênero você se socializa?
F – Preferência de Vida: Em qual comunidade você passa o seu tempo? Em qual você se sente mais confortável?
G – Auto-identificação: Como você se identifica?
Cada um das 21 caixas deve conter um valor de 1 a 7, categorizando as respostas do indivíduo às perguntas. Para as variáveis de A a E as respostas possíveis são: 1=Outro sexo somente, 2=Outro sexo maioritariamente, 3=Outro sexo mais, 4=Ambos os sexos, 5=O mesmo sexo mais, 6=O mesmo sexo maioritariamente e 7=Mesmo sexo somente. Para as variáveis F e G esses percorrem de 1=Heterossexual somente a 7=Homossexual somente.
Diferentemente da Escala de Kinsey, a grade Klein investiga a orientação sexual em períodos de três tempos e com respeito a sete fatores.
Kinsey também se omitiu em relação aos Transexuais e Transexuais e uma das maiores críticas à escala de Kinsey é que ela não incorpora a transexualidade sendo quase inútil nesses casos. Harry Benjamin propôs, em contrapatrida, a Escala de Orientação Sexualque é muito mais adequada a trangêneros em geral mas que não explica a homossexualidade em si. Existem estudos que cruzam características da Escala de Kinsey com a Escala de Orientação Sexual de Harry Benjamin a fim de obter um diagnóstico mais preciso para indicar tratamentos e/ou cirurgias de resignação de sexo.
O Relatório de Kinsey foi revolucionário, abriu os olhos da Psiquiatria e da Psicanálise, abrindo as portas da Sexologia, porém deixou grandes vácuos que vieram em partes a serem preenchidos por Harry Benjamim que introduziu a escala de Kinsey os Transexuais e Travestis.
Harry Benjamin (12 de janeiro de 1885 – 24 de agosto de 1986) foi um sexólogo de origem alemã radicado nos Estados Unidos. É principalmente conhecido por ser o pioneiro no trabalho com atransexualidade humana.
Harry Benjamin nasceu em Berlin. Obteve o título de doutorado em medicina em 1912 em Tübingen com uma dissertação sobre tuberculose. Apesar se sua formação em infectologia, interessava-se por medicina sexual. Publicou vários artigos sobre medicina sexual em periódicos especializados e o livro The Transsexual Phenomenon’[1] em 1966.
Deixou a Alemanha em 1913, pouco antes da Primeira Guerra Mundial para voluntariar-se num projeto de estudo sobre a tuberculose. Em 1915 inicia suas práticas médicas particulares no estado deNova Iorque e mais tarde em São Francisco.
Em 1948, em São Francisco, Benjamin foi consultado por Alfred Kinsey, um reconhecido professor em sexologia, para avaliar o caso de um jovem que “desejava transformar-se em mulher”. Apesar do paciente ter nascido como do sexo masculino, sua mãe buscava ajuda médica a fim de não frustrá-lo. Kinsey encontrou o jovem em suas entrevistas que originaram o livro Sexual Behavior in the Human Male[2] que foi publicado naquele ano. O caso era diferente de todos os casos conhecidos anteriormente tanto por Kinsey e também por Benjamin. Esse jovem fez Benjamin rapidamente entender que havia uma diferença clara entre o jovem e a travestibilidade, única condição associada na época para adultos que manifestavam o desejo de travestir-se. Considerando que os psiquiatrascom quem Benjamin mantinha contatos divergiam na forma de tratamento, ele decidiu tratar o jovem com estrogênio (Premarin, hormônio feminino introduzido em 1941), que diminuiu as angústicas do jovem e de sua mãe. O contato com o paciente foi descontinuado antes que Benjamin pudesse acompanhar o progresso do tratamento. Benjamin continuou a refinar seu entendimento, introduzindo o termo ‘transexual’ em 1954 (cunhado em 1923 por Magnus Hirschfeld), decidindo por tratar pacientes, com a assistência de colegas cuidadosamente selecionados de várias disciplinas (como o psiquiatra John Alden, a electrologista Martha Foss em São Francisco e o cirurgião plástico Jose Jesus Barbosa em Tijuana). Várias centenas de pacientes com necessidades semelhantes foram atendidos de forma gratuita. Seus pacientes consireravam-no como um homem de enorme carinho, respeito e bondade. Muitos deles mantinham contato com ele até sua morte.
Em contraposição ao entendimento de vários psiquiatras sobre a transexualidade, Benjamin, como médico, acreditava nas origens de desordens endócrinas e hormonais,[3] sendo o tratamento psiquiátrico de pouca ajuda. Em encontro com Sigmund Freud em Viena, sugeriu que algumas disforias de sexo poderiam ter origem em desordens das glândulas endócrinas.[4]

A parte dos estudos em tuberculose e sexologia, suas principais áreas de estudo, também foi gerontologista, trabalhando na área de extensão da vida. Benjamin viveu 101 anos.
Sobre o Travesti e o Transexual Benjamim deixou o seguinte quadro para diagnóstico
Harry Benjamin, segundo suas percepções, propôs uma escala para a transexualidade, semelhante à indicada:
GrupoTipoNome
1IPseudo travesti
1IITravesti fetichista
1IIITravesti verdadeiro
2IVTransexual não cirúrgico
3VTransexual de intensidade moderada
3VITransexual de alta intensidade
que são abordados de forma mais extensa abaixo:

Tipo I – Pseudo travesti

  • Sentimento quanto ao Gênero: Masculino
  • Hábitos de se vestir: Vida masculina normal. Apresenta pequenos desejos de se travestir
  • Preferência Sexual: Usualmente heterossexual (com mulheres). Raramente bissexual. Masturba-se com fetiches muitas vezes acompanhado de culpa, rejeitando as roupas femininas após a masturbação.
  • Operação de redesignação de sexo: não se interessa
  • Tratamento hormonal: não se interessa; não indicada
  • Tratamento psiquiátrico: não se interessa; desnecessário

Tipo II – Travesti fetichista

  • Sentimento quanto ao Gênero: Masculino
  • Hábitos de se vestir: Vive como homem com trajes masculinos. Traveste-se periodicamente
  • Preferência Sexual: Usualmente heterossexual (com mulheres) mas também bissexual e homossexual (com homens). Ao masturbar-se tem fantasias de travestir-se e mudar de sexo.
  • Operação de redesignação de sexo: pode considerar apenas em fantasias
  • Tratamento hormonal: interessado; algumas vezes utilizado voluntariamente para diminuir o libido
  • Tratamento psiquiátrico: algumas vezes indicado; pode ser favorável em alguns casos

Tipo III – Travesti verdadeiro

  • Sentimento quanto ao Gênero: Masculino mas sem convicção
  • Hábitos de se vestir: Traveste-se com a freqüência possível. Pode ser aceito como mulher.
  • Preferência Sexual: Heterossexual com mulheres e homens (com mulheres é homem e com homens é mulher)
  • Operação de redesignação de sexo: rejeitas mas a idéia é atraente
  • Tratamento hormonal: atrativa como experiência; pode auxiliar no diagnóstico
  • Tratamento psiquiátrico: indicada como apoio emocional, em caso de tratamento hormonal

Tipo IV – Transexual não cirúrgico

  • Sentimento quanto ao Gênero: Incerto entre travesti e transexual
  • Hábitos de se vestir: Traveste-se sempre que possível com alívio insuficiente do desconforto de gênero. Pode viver como homem ou mulher. Pode constituir família e ter filhos.
  • Preferência Sexual: Muitas vezes autoerótico ou assexual. Pode ser bissexual ou manifestar baixo libido.
  • Operação de redesignação de sexo: atraente mas não solicitada
  • Tratamento hormonal: muitas vezes utilizada espontaneamente para conforto emocional
  • Tratamento psiquiátrico: só como apoio emocional, em caso de tratamento hormonal

Tipo V – Transexual de intensidade moderada

  • Sentimento quanto ao Gênero: Feminino, preso a um corpo masculino
  • Hábitos de se vestir: Vive e trabalha como mulher, se possível. Travestir-se é insuficiente para o alívio emocional
  • Preferência Sexual: Muitas vezes autoerótico ou assexual. Pode ser bissexual ou manifestar baixo libido.
  • Operação de redesignação de sexo: solicitada
  • Tratamento hormonal: necessária e muitas vezes utilizada espontaneamente como preparação para a conversão sexual
  • Tratamento psiquiátrico: rejeitada, recomendada orientação permissivista

Tipo VI – Transexual de alta intensidade

  • Sentimento quanto ao Gênero: Feminino
  • Hábitos de se vestir: Vive e trabalha como mulher. Travestir-se não alivia o desconforto emocional
  • Preferência Sexual: Desejo intenso de se relacionar com homens no papel de mulher. Muitas vezes identifica-se como heterossexual na inversão de gêneros.
  • Operação de redesignação de sexo: incisivamente solicitada
  • Tratamento hormonal: necessária e muitas vezes utilizada espontaneamente como preparação para a conversão sexual
  • Tratamento psiquiátrico: rejeitada, recomendada orientação permissivista

Considerações transexualidade feminina

Poucos estudos abordam a ótica da travestibilidade e da transexualidade feminina mundialmente, concentrando os estudos na transexualidade masculina. Há de se considerar que existem tratamentos semelhantes transpostos para o universo feminino da transexualidade.
Embora após certo grau a transexualidade não seja considerada mais doença, na prática clínica não é assim, o CID e o DSM que são responsáveis pelo catálogo de doenças ainda consta o Transtorno de Identidade de Gênero como uma doença, com excessão da França

Ainda assim ficaram vagas alguns aspectos sobre a sexualidade, como a bissexualidade, pansexualidade, assexualidade e intersexualidade.


Sobre o assexuado não há nada de concreto embora os caminhos já estejam traçados e as pesquisas já indiquem alguns fundamentos.
Assexualidade é a ideia de orientação sexual caracterizada pela indiferença à prática sexual, ou seja, o assexual é um indivíduo que não sente atração sexual, tanto pelo sexo oposto quanto pelo sexo igual. Algumas pessoas acreditam que a assexualidade não é uma orientação sexual mas uma disfunção sexual.
Há um desacordo sobre se a assexualidade é uma orientação sexual legítima. Muitos ainda confundem assexualidade com baixa libido. Alguns argumentam que ela cai sobre o nome de distúrbio de hipoatividade sexual ou distúrbio da aversão sexual. Entre os que não acreditam ser uma orientação, outras causas sugeridas incluem abuso sexual passado, repressão sexual, problemas hormonais, desenvolvimento tardio de atração, e não ter encontrado a pessoa certa. Muitos assexuais auto-identificados, enquanto isso, negam que tais diagnósticos se apliquem a eles; outros argumentam que, porque a sua assexualidade não lhes causa angústia, não deveria ser vista como um distúrbio emocional ou médico. Outros argumentam que no passado, foram feitas afirmações semelhantes sobre a homossexualidade e bissexualidade, apesar do fato de que muitas pessoas agora as considerem como orientações legítimas. Em virtude da falta de pesquisa no assunto, existem poucas provas documentadas em favor de qualquer lado no debate.
Um estudo feito com cordeiros chegou ao resultado de que cerca de 2% a 3% dos indivíduos estudados não tinham interesse aparente em acasalar com sexo algum. Outro estudo, foi feito com ratos e gerbils, em que até 12% dos machos não mostraram interesse nas fêmeas. Contudo, como suas interações com outros machos não foram medidas, o estudo é de uso limitado no que toca à assexualidade (Westphal, 2004).
Uma pesquisa de opinião no Reino Unido sobre sexualidade incluiu uma pergunta sobre atração sexual, e 1% dos entrevistados responderam que “nunca se sentiram atraídos sexualmente por absolutamente ninguém” (Bogaert, 2004). O Kinsey Institute conduziu uma pequena pesquisa sobre esse assunto, que concluiu que “os assexuais parecem melhor caracterizados por pouco desejo sexual e excitação que por baixos níveis de comportamento sexual ou alta inibição sexual” (Prause e Graham, 2002). Esse estudo também menciona um conflito quanto à definição de “assexual”: os pesquisadores descobriram quatro definições diferentes na literatura, e afirmaram que era incerto se aquelas identificando assexual estavam se referindo a uma orientação.
Há diferenças entre as pessoas que se identificam como assexuais, principalmente entre elas a presença ou ausência de uma direção sexual ou atração romântica. Alguns experimentam apenas um desses, enquanto outros experimentam ambos, e ainda outros nenhum deles. Há uma discórdia sobre qual dessas configurações pode genuinamente ser descrita como assexual. Enquanto um número de pessoas acreditam que todas as variações sejam qualificadas como tal, muitas outras acreditam que para ser assexual, deve-se ter falta de direção sexual, atração romântica ou ambos.
A direção sexual desses assexuais que têm uma, não é dirigida a nada; é apenas um desejo por estimulação sexual ou liberação. Pode variar de fraco a forte, e de raro a frequente. Alguns assexuais experimentam sentimentos sexuais mas não têm desejo de fazer o ato, enquanto outros procuram liberação sexual, seja via masturbação ou por contato sexual, ou ambos.
Para aqueles assexuais que experimentam sentimentos de atração romântica, ela pode ser direcionada para um ou ambos os gêneros. Esses assexuais frequentemente têm desejos por relacionamentos românticos, variando de ligações casuais até casamento, mas frequentemente não querem que essas relações incluam atividade sexual. Por causa dessa orientação sexual, alguns assexuais se descrevem como assexuais gays, bissexuais, ou heterossexuais; isso é relacionado ao conceito de orientação afetiva.
Aqueles assexuais que não querem relacionamentos românticos estão numa posição difícil, já que a maioria das pessoas não são assexuais. Assexuais capazes de tolerar o sexo podem fazer par com não-assexuais, mas então sua falta de atração pode ser psicologicamente angustiante para seu companheiro, fazendo um romance de longa duração difícil. Assexuais que não podem tolerar o sexo devem ou se comprometer com seus companheiros e ter uma certa quantidade de qualquer jeito, dar a seus companheiros permissão de procurar sexo em algum outro lugar, ter relacionamentos sem sexo com aqueles poucos que ele tem desejo, só namorar outros assexuais, ou ficarem solteiros.
Alguns assexuais usam um sistema de classificação desenvolvido (e então aposentado) pelo fundador da Asexual Visibility and Education Network, uma das principais comunidades online de assexuais (abreviada como AVEN). Nesse sistema, assexuais são divididos em tipos de A a D: um assexual do tipo A tem direção sexual, mas sem atração romântica, um tipo B tem atração romântica mas não tem direção sexual, um do tipo C tem ambos, e o tipo D, nenhum. As categorias não significam que são inteiramente discretas ou “escritas na pedra”; o tipo de uma pessoa pode mudar, ou pode-se estar na fronteira entre dois tipos. Note que a própria AVEN não usa mais esse sistema, já que ele é muito exclusivo, mas um número de assexuais ainda a sentem como uma ferramenta útil para explicar sua orientação.
Note que a assexualidade não é o mesmo que celibato, que é a abstinência deliberada de atividade sexual; muitos assexuais fazem sexo, e a maioria dos celibatários não são assexuais.

Sobre os Pansexuais já há uma definição

pansexualidade é caracterizada por atração estética potencial, amor romântico e desejo sexual por qualquer um, incluindo aquelas pessoas que não se encaixam na binária de gênero macho/fêmea implicado pela atração bissexual. Algumas vezes é descrito como a capacidade de amar uma pessoa de forma romântica, independente do gênero. Alguns autores contemporâneos afirmam ainda que o pansexual pode ter a capacidade de fazer sexo com animais pois seriam capazes de sentir atração pelos tais. Alguns indivíduos que se dizem pansexuais chegam a afirmar que gênero, sexo e espécie não têm importância para eles.
A palavra pansexual deriva do prefixo Grego pan-, que significa “tudo” ou no caso, “todos”. “Todos” é uma referência específica aos gêneros (masculino, feminino) em humanos. Em sua forma mais simples, pansexualidade denota o potencial de atração sexual por todos os sexos, ou gêneros. Usa-se para negar a ideia de dois gêneros, ou sexos (como expressado pelo prefixo bi-).
Algumas pessoas trans e intersexuais se descrevem como “pansexuais”, tendo uma percepção íntima que existem muitos níveis entre o masculino e o feminino. Contudo isto não deve ser visto como generalização, já que as pessoas trans podem se identificar como heterossexuais, bissexuais ou homossexuais baseado em sua identidade de gênero, e pessoas cisgêneros (não-trans) podem também se ver atraídas por indivíduos em todo o espectro sexual. Foi também usado, com debates, para descrever aqueles com orientação pedofílica que não tem uma atração exclusiva por crianças. O que significaria que a atração sexual é sentida pelo pedossexual em níveis de intensidade variados tanto para crianças quanto adultos do gênero oposto, mesmo gênero ou ambos.
Como o prefixo pan- refere-se apenas aos gêneros em seres humanos, e não à práticas sexuais, pansexualidade não implica atração automática por todas as pessoas. Da mesma forma, também não implica aceitação de todos os comportamentos sexuais, como as parafilias (por exemplo: incesto, bestialidade, ounecrofilia) ou fetiches. Como as identidades sexuais mais comuns como homossexualidade e heterossexualidade, a pansexualidade refere-se ao papel do gênero na atração sexual, e não ao papel dos atos e comportamentos sexuais.

Já a bissexualidade embora mais aceita pela sociedade ainda é controversa entre a ciência, mais ainda do que a própria homossexualidade em si
bissexualidade consiste na atracção fisica e emocional por pessoas tanto do mesmo sexo quanto do oposto, com níveis variantes de interesse por cada um, e à identidade correspondente a esta orientação sexual.
Bissexual é portanto o termo aplicado a seres e, mais comumente, pessoas, que se sentem atraídos por ambos os sexos, servindo portanto de um quase meio-termo entre o hetero e o homossexual. O número de indivíduos que apresentam comportamentos e interesses de teor bissexual é maior do que se suporia à primeira impressão, devendo-se a pouca discussão desta situação essencialmente a uma tendência geral para a polarização da análise da sexualidade, tanto em nível académico como, muito mais marcadamente, em nível popular, entre a heterossexualidade e a homossexualidade.
Embora, teoricamente, por se apresentar também nela uma faceta de heterossexualidade, no sentido da atracção por indivíduos do sexo oposto, segundo o olhar de homossexuais exclusivos, a bissexualidade pode parecer mais facilmente aceita. A verdade é que em geral, há incidências específicas de preconceito contra pessoas bissexuais partindo tanto de certos homossexuais quanto de heterossexuais. Por exemplo, a percepção das pessoas bissexuais como a ponte que trouxe a AIDS dos homossexuais para os heterossexuais, pode ser considerada com uma demonstração de bifobia. Outra face da bifobia se dá quando certos homossexuais consideram a bissexualidade pouco mais que um meio-termo confortável entre a heterossexualidade estabelecida e a identidade homossexual pela qual lutam por estabelecer. Além disso pessoas bissexuais podem ser alvo tanto de homofobia (por parte de alguns heterossexuais) quanto de heterofobia (por parte de alguns homossexuais). Nos dias de hoje têm sido comum também o uso do termo queer na denominação tanto de pessoas bissexuais como homossexuais numa tentativa de fugir do dualismo e subcategorização humana, englobando num único termo as pessoas que possuem uma orientação sexual divergente da heterossexualidade dominante.
No entanto, em termos históricos mais amplos, o comportamento bissexual foi aceito e até encorajado em determinadas sociedades antigas, especificamente, entre outras, na Grécia, e em determinadas nações do Oriente Médio.
Em termos de estudos quanto à Bissexualidade, sublinha-se em notoriedade e importância para estudos posteriores do assunto os Estudos de Kinsey, publicados em 1948 e 1953, quanto a um estudo cujas conclusões afirmavam, entre outras constatações, que grande parte da população norte-americana tinha algumas tendências bissexuais de intensidade variante. Embora algo criticados, em particular quanto à selecção dos indivíduos a quem se aplicaram os inquéritos correspondentes ao estudo, estes vieram a tornar-se uma referência notória no que toca a estudos da sexualidade, e apresentou pela primeira vez a noção de que a bissexualidade é, possivelmente, muito mais comum do que se pensa, mantendo-se por isso também importante em campos teóricos – em particular pela noção apresentada da sexualidade humana ser composta não por duas alternativas únicas, a heterossexualidade e a homossexualidade, mas por um espectro de interesse e comportamento sexual, que tem as duas como extremos.
A Associação Americana de Psicologia afirma que orientação sexual ”descreve o padrão de atração sexual, comportamento e identidade, por exemplo homossexuais, bissexuais e heterossexuais”. “Atração sexual, comportamento e identidade podem ser incongruentes. Por exemplo, atração sexual e/ou comportamentos não podem necessariamente ser compatíveis com a identidade. Algumas pessoas podem se identificar como homossexuais ou bissexuais, sem ter tido qualquer experiência sexual. Outros tiveram experiências homossexuais, mas não se consideram gays, lésbicas ou bissexuais. Além disso, a orientação sexual cai ao longo de um continuum. Em outras palavras, alguém não tem que ser exclusivamente homossexual ou heterossexual, mas pode sentir vários graus de ambos. Orientação sexual se desenvolve através de uma vida de pessoas de diferentes pessoas percebem em pontos diferentes em suas vidas que são heterossexuais, bissexuais ou homossexuais.[1]

De acordo com Rosário, Schrimshaw, Hunter, Braun (2006), “o desenvolvimento de uma identidade sexual lésbica, gay ou bissexual é um processo complexo e muitas vezes difícil. Ao contrário dos membros de grupos minoritários (por exemplo, minorias étnicas e raciais), a maioria das pessoas LGB não são criados em uma comunidade de outros semelhantes, de quem eles aprendem sobre a sua identidade e que reforçar e apoiar essa identidade. contrário, as pessoas LGB são muitas vezes criados em comunidades que são ignorantes ou abertamente hostis em relação à homossexualidade.”[2]

Em um estudo longitudinal sobre o desenvolvimento da identidade sexual entre gays, lésbicas e bissexuais (LGB) jovens, os seus autores “encontraram provas considerável mudança na identidade LGB sexual ao longo do tempo”. Jovens que haviam identificado tanto como gay / lésbica e bissexual antes da linha de base foram aproximadamente três vezes mais chances de identificar como gay/lésbica do que como bi em avaliações subseqüentes. Dos jovens que haviam identificado apenas como bi em avaliações anteriores, 60-70% continuaram a identificar como bissexual, enquanto cerca de 30-40% assumiram uma identidade gay / lésbica longo do tempo. Os autores sugeriram que “embora haja jovens que constantemente se auto-identificaram como bissexuais ao longo do estudo, para outros jovens, uma identidade bissexual serviu como uma identidade de transição para uma futura identidade gay/lésbica.[2]

Bissexuais geralmente começam a se identificam como bissexuais em seus primeiros vinte anos de média.[3][4] Mulheres bissexuais têm mais frequentemente a sua primeira experiência heterossexual antes da sua primeira experiência homossexual, enquanto os homens bissexuais com mais frequência têm a sua primeira experiência homossexual antes da sua primeira experiência heterossexual.[5]

Um estudo realizado em 2002 nos Estados Unidos pelo National Center for Health Statistics descobriu que 1,8% dos homens com idade entre 18-44 se consideravam bissexuais, 2,3% homossexuais e 3,9% se identificavam como “algo mais”. O mesmo estudo descobriu que 2,8% de mulheres com idades entre 18-44 se consideravam bissexuais, 1,3% homossexual, e 3,8% como “algo mais”.[6] OThe Janus Report on Sexual Behavior, publicado em 1993, mostrou que 5% dos homens e 3% de mulheres se consideram bissexuais e 4% dos homens e 2% de mulheres se consideravam homosexuais.[6] A seção ‘Saúde’ do The New York Times declarou que “1,5 por cento de mulheres americanas e 1,7 por cento de homens americanos identificar-se [como] bissexual.”[7]
O trabalho do Dr. Alfred Kinsey em 1948, “Sexual Behavior in the Human Male“, descobriu que “46% da população masculina tinham apresentado tanto atividades heterossexuais como homossexuais , ou “interagiu” com às ” pessoas de ambos os sexos, no decurso da sua vida adulta.”[8] Kinsey não gostou do uso do termo “bi” para descrever os indivíduos que participem em atividades sexuais com machos e fêmeas, preferindo usar o “bi” em seu sentido original biológicos como hermafrodita: “Até que seja demonstrado que o gosto em uma relação sexual depende do indivíduo contendo em de sua anatomia estruturas de ambos os sexos , ou capacidades fisiológicas masculinas e femininas , é lamentável chamar essas pessoas de bissexuais “(Kinsey et al., 1948, p. 657).[9] Dr. Fritz Klein acredita que a atração emocional e social são elementos muito importantes na atração bissexual. Um terço dos homens em cada grupo não apresentaram excitação significativa. O estudo não provava serem eles assexuais, Rieger e afirmou que a falta de resposta não alterou as conclusões gerais.

Já a Intersexualidade poucos sabem o que é, até porque pouco se divulga

A divisão dos seres humanos em dois sexos – masculino e feminino – está presente pela maioria das pessoas durante a maior parte do tempo. Por exemplo, quando um bebe nasce, um rápido olhar para os seus órgãos sexuais habitualmente responde à questão na mente de todos: é rapaz ou rapariga.Contudo, como vimos no curso 1 (Fisiologia e Anatomia Sexual Básica Humana), o assunto nem sempre é tão simples. Em associação ao desenvolvimento anatómico típico masculino ou feminino, existem alguns casos atípicos “intermédios” que podem tornar difícil a determinação do sexo do recém-nascido. Hoje, estes casos estão habitualmente sumarizados sob o tema de intersexualidade. Alguns deles mostram, sob inspecção mais próxima, uma clara preponderância de masculinidade ou feminilidade facilitando assim encontrar uma solução apropriada. Contudo, ocasionalmente o problema torna-se tão complicado que requer longas deliberações e consultas envolvendo escolhas éticas complicadas. Estas escolhas confrontam não só os especialistas como médicos e psicólogos mas também os pais e, eventualmente, a criança em crescimento, adolescente ou também adulto. Assim, recentemente muitos adulto intersexuais começaram a organizar-se e a manifestar a sua frustração com as escolhas que foram feitas para eles na sua infância por médios bem intencionados mas pouco conhecedores. Esta crítica crescente à prática médica tradicional também engloba a crítica a toda a nossa tradição sociocultural que insiste numa divisão clara entre sexos e com pouca tolerância para com tudo o que existe “no intermédio”.

Fala-se de intersexualidade quando uma pessoa nasce com um desenvolvimento significativamente atípico dos seus órgãos sexuais ou com irregularidades cromossómicas certas. Isto pode resultar numa indeterminada aparência física e tornar a definição sexual imediata e definitiva difícil. Esta situação muitas vezes afecta os órgãos sexuais externos e é prontamente reconhecida à nascença. Em outros casos quando os órgãos sexuais internos estão afectados o problema pode inicialmente ficar “ escondido” e revelar-se muito mais tarde através de uma examinação médica. Ainda em outros casos ambos os órgãos sexuais internos e externos estão afectados ou estão formados em contradição com os cromossomas sexuais da pessoa (XY mulheres). Certos problemas podem ser corrigidos a curto prazo com cirurgia. Contudo, em casos mais complicados essa cirurgia e outros tratamentos devem ser evitados ou protelados até vários anos mais tarde.Alguns autores usam o termo “intersexualidade” de forma muito ampla e usam-no em situações relativamente simples como uma glande do clítoris muito proeminente, um pénis muito pequeno, uma hipospadia ou até emtestículos não descendentes. Contudo, nós não seguimos esta utilização aqui. Desde que não existam outras irregularidades anatómicas, as condições anteriores são melhor avaliadas nos seus domínios. O tamanho “correcto” da glande, do corpo do clítoris ou do pénis é uma questão de opinião, e intervenções de “correcção” podem ser mesmo supérfluas ou até prejudiciais. Contrariamente uma hipospadia simples que pode ser cirurgicamente reparada deverá sê-lo sem grandes discussões. Os testículos não descendentes também necessitam de atenção médica atempada para evitar mais tarde sérios problemas de saúde.

Nas discussões médicas e sociopolíticas actuais o termo moderno“intersexualidade” (do lat. inter: entre e sexus: sexo) substituiu o mais poético e usado termo “hermafroditismo”. (Contudo, este termo tradicional continua a ser usado na biologia animal e vegetal.) De acordo com a lenda grega da antiguidade, Hermaphroditos era um belo e jovem homem, o filho do mensageiro do Deus Hermes (lat. Mercúrio) e da deusa do amor Afrodite (lat. Vénus). Quando ele rejeitou o amor de uma ninfa ela abraça-o tão apaixonadamente que o seu corpo se fundiu com o dele. Desde a antiguidade até aos tempos modernos, uma pessoa que apresentasse ambas características femininas e masculinas era chamado hermafrodita.
Outro termo da antiguidade “
androgeno” (do gr. andros: homem e gyne:mulher) significava uma pessoa de duplo sexo, i.e. uma criatura dupla muito forte, composta por dois corpos, um feminino e outro masculino.
Hoje, apenas o adjectivo “
androgénico” permanece de uso corrente, habitualmente em referência a corpos e faces que combinam características masculinas e femininas.
Actualmente, as alusões mitológicas são consideradas demasiado imprecisas para pressupostos científicos e, quer os médicos quer as pessoas deverão assim evitá-las. Isto também serve para as distinções antigas entre os chamados “
pseudo-hermafroditas femininos” (ovários presentes), “pseudo-hermafroditas masculinos” (testículos presentes) e “hermafroditas verdadeiros” (tecido testicular e ovárico presentes). Estas distinções foram em tempos consideradas úteis mas, entretanto, provaram tornar-se impraticáveis. Em vez disso, agora usamos o termo mais geral “pessoa intersexual”, “pessoa intersexuada”, ou “intersexo”, mais abreviadamente.Recentemente alguns peritos têm sugerido um novo termo para as várias condições intersexuais: “Perturbações do desenvolvimento sexual (PDS)”. Contudo, outros acreditam que isto funciona como um rótulo negativo e que em nada ajuda na prevenção da discriminação. Assim, preferem expressões mais neutras e menos estigmatizantes “Variações do Desenvolvimento Sexual (VDS)” ou “Diferenças do Desenvolvimento Sexual (DDS)”. Pesquisas recentes têm mostrado que a intersexualidade é uma questão de grau, cobrindo um grande espectro d desenvolvimentos físicos atípicos com uma variedade de causas possíveis. Assim sendo, não existe uma explicação única capaz de englobar todos os casos. Apenas uma minuciosa examinação e cuidadosa deliberação pode mostrar o caminho para o curso individual de acção necessário em cada caso.
Prevalência: Quão comum é a intersexualidade?
É muito difícil dizer quantas crianças nascem como intersexuais. Como já explicado, a intersexualidade é um conceito moderno que cobre um largo espectro de desenvolvimentos atípicos. Alguns são imediatamente óbvios, outros encontram-se escondidos ou dificilmente se notam mesmo sob observação médica minuciosa. Algumas vezes é uma questão de opinião se o termo “intersexo” deve ser aplicado a um caso particular. Por outras palavras: Como tantas outras coisas na sexualidade humana, a intersexualidade é uma questão de grau e depende de várias convenções sociais e médicas onde exactamente uma leva ao diagnóstico. Ainda assim, têm sido feitas repetidas tentativas para estimar o número de pessoas afectadas e, estas estimativas variam amplamente. A melhor estimativa hoje em dia parece ser esta: Em um de cada 1500 – 2000 nascidos vivos, é chamado um especialista para ajudar a determinar o sexo do bebe. Um número adicional mas desconhecido de condições de intersexualidade não são reconhecidas ao nascer, mas apenas mais tarde durante a vida. Tendo uma visão mais alargada do assunto, foi descoberto que um em cada recém-nascido difere na sua aparência física do que é considerado tipicamente masculino ou feminino, e que um em 1000 é submetido a cirurgia para “normalizar” a aparência dos seus órgãos sexuais. (1). Em resumo, a intersexualidade é relativamente rara, mas suficiente comum para merecer a nossa atenção. Seria muito útil, não só para as pessoas a quem o assunto preocupa, mas também ao resto da sociedade se todos estivéssemos melhor informados acerca do assunto.
 
Espectro entre mulher e homem
 
 
 
 
Existe um amplo espectro de desenvolvimentos atípicos possíveis entre mulher e homem.Diferentes definições de intersexualidade são baseadas numa (A) estreita ou (B) larga secção deste espectro.

Notas biológicas: Plantas e Animais
Antes de discutir a intersexualidade humana com mais detalhe pode ser útil lançar um rápido olhar pelo “hermafroditismo” nos animais inferiores. Existem espécies de plantas e animais que possuem ambos os órgãos sexuais, femininos e masculinos, o que aumenta as suas possibilidades de se reproduzirem. Os biólogos chamam a estas espécies “hermafroditas”.Adicionalmente às incontáveis plantas hermafroditas, existem muitos animais com duplo sexo, especialmente entre os invertebrados e os peixes. Alguns podem agir ou reproduzir-se como fêmeas ou como machos, outros mudam o seu sexo conforme a situação permite ou requer. Este é outro exemplo da enorme diversidade da vida no nosso planeta. Dando apenas alguns exemplos:
  • O organismo phylum Platyhelminthes pode funcionar como fêmea ou como macho, produzindo ovos ou inserindo esperma nos seus parceiros. Estes podem actuar como fêmeas ou machos.
  • O peixe Hypoplectrus pode agir como macho e libertar esperma numa dada altura e, noutra altura, agir como fêmea e libertar ovos.
  • Peixe das profundezas do mar negro pode iniciar a vida como fêmea e mais tarde transformar-se em macho.
 
Da esquerda: 1. O organismo phylum Platyhelminthes (tamanho natural: ca. 4cm/1.5)
2. O peixe Hypoplectrus 3. O peixe das profundezas do mar negro
No entanto, quanto mais subimos na escala da evolução este útil hermafroditismo torna-se cada vez mais raro. Em mamíferos, a existência de características de fêmeas e macho no mesmo organismo representam desenvolvimento atípico e problemático. O melhor exemplo conhecido é o de um gado bovino específico (“cattle breeders”), em que a fêmea, antes do nascimento, partilha algumas hormonas com o seu irmão gémeo macho. Estas hormonas “masculinizantes” são suficientes para impedir o desenvolvimento normal dos seus órgãos sexuais femininos. O resultado é quase sempre a esterilidade. No entanto, a gemelaridade neste gado não ocorre com frequência. Estes poucos exemplos são suficientes para relembrar. O restante texto restringe-se à intersexualidade humana.

Notas Históricas: Mitologia e Alquimia
A intersexualidade é conhecida e tem sido vista, desde os tempos ancestrais, por todo o mundo, mas diferentes culturas têm lidado com o assunto de forma muito diferente. Não só usaram diferentes termos para a sua descrição, como também desenvolveram conceitos diversos para a sua explicação. Como alguns destes conceitos tiveram um papel importante na história da filosofia e arte ocidental, nós acrescentamos aqui duas notas:
1. Pessoas com os dois sexos aparecem em muitos mitos ancestrais acerca da criação do mundo em épicos clássicos e, até em discussões filosóficas. Aqui, reproduzimos apenas um exemplo bem conhecido da Grécia Antiga.
2. A combinação de elementos masculinos e femininos (“hermafroditismo”) foi também um conceito essencial na alquimia medieval. Os símbolos do sol (ouro, homem) e da lua (prata, mulher), foram muitas vezes juntos para formar um novo símbolo sexual duplo da perfeição. Aqui fornecemos apenas algum contexto muito básico de informação.

Ainda há além da pluralidade do mundo sexual, fatores sociais que pessoas ficam curiosas porém não ousam tocar no assunto, com medo de ferir, porém o silêncio fere, ainda mais a falta de conhecimento…

Sexualidade e deficiência

sexualidade e deficiência é uma temática da vida cotidiana dos portadores de deficiência. O senso comum delimita a vida sexual de portadores de deficiência física como se esta atividade não existisse ou como um tabu. Por desconhecimento, uma série de suposições não verdadeiras é realizada, são criadas crenças e visões estereotipadas, além do preconceito.[1]
O aprendizado destas pessoas é realizado através de contato com outros indivíduos portadores de deficiência.[2] Com o advento da tecnologia, tornou-se um pouco mais fácil a busca de informações através, por exemplo da Internet, nas comunidades virtuais.

Sexualidade e deficiência mental

O deficiente mental é submetido muitas vezes a um tratamento protetor, como fosse um indivíduo assexuado ou eternamente criança.[1][3]A sexualidade destes pode também pode ser vista como algo selvagem, que deve ser reprimido.[1] De acordo com diversos autores estas pessoas sentem desejo, amam, sentem prazer e querem ser amadas. A condição de sexual destas pessoas depende muito das suas condições educacionais.[1]Geralmente, trata-se as pessoas com diferentes deficiências de forma igualitária, mas, na verdade, dependem de condições psicossociais diversas.[1]Também existe a fobia que um possível descendente possa ser também um deficiente mental.[1] Um mito pois nem toda deficiência mental é transmitida de forma hereditária.[1]Outro pensamento comum é que deficientes possuem uma condição que os faz praticarem atitutes sexuais a toda hora, e por isso devem ser atenuados, contrapondo-se a o outro mito da assexualidade.[1]

Sexualidade e deficiência física

A sexualidade é tida pela sociedade como algo ligado apenas às regiões íntimas.[1]Todavia, principalmente para deficientes com lesões medulares mulheres, outros locais podem ser estimulados como os mamilos por exemplo, sendo possível chegar a uma situação denominada de paraorgasmo. Pode ocorrer também a falta de lubrificação vaginal que é resolvida através de lubrificantes íntimos.[4][5]Já para os homens, a ereção é possível dependendo do caso, mas o controle da ejaculação fica prejudicado em lesões completas.[5]

Fontes:
  1. ↑ [1]
  2. ↑ a b Rosario, M., Schrimshaw, E., Hunter, J., & Braun, L. (Fevereiro, 2006). Sexual identity development among lesbian, gay, and bisexual youths: Consistency and change over time. Journal of Sex Research, 43(1), 46–58. Retrieved April 4, 2009, from PsycINFO database.
  3. ↑ Fox, Ronald C. (1995). Bisexual identities. In A. R. D’Augelli & C.J. Patterson (Eds.), Lesbian, gay, and bisexual identities over the lifespan. New York: Oxford University Press.
  4. ↑ Weinberg, Thomas S. (1994). Research in sadomasochism: A review of sociological and social psychological literature. Annual Review of Sex Research, 5, 257–279.
  5. ↑ Hyde, Janet Shibley, John D. DeLamater. Understanding human sexuality, 361. New York, NY. 10th ed.
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  7. ↑ Carey, Benedict. “Straight, Gay or Lying? Bisexuality Revisited”, The New York Times, 5 de julho de 2005. Página visitada em 24 de fevereiro de 2007.
  8. ↑ Research Summary from the Kinsey Institute.
  9. ↑ Kinsey, A. C., Pomeroy, W. B., & Martin, C. E. (1948). Sexual behavior in the human male. Philadelphia and London: W. B. Saunders.
  10. ↑ {{Cite web|url=http://www.biflag.com/Activism.asp |title=Bi Pride Flag |accessdate=16 February 2007 |author=Page, Michael |quote=The pink color represents sexual attraction to the same sex only, homosexuality, the blue represents sexual attraction to the opposite sex only, heterosexuality, and the resultant overlap color purple represents sexual attraction to both sexes (bi).}
  11. ↑ name=”lambda symbols”>Symbols of the Gay, Lesbian, Bisexual, and Transgender Movements (26 December 2004). Página visitada em 27 February 2007.
  12. ↑ name=”symbol”>Koymasky, Matt; Koymasky Andrej (14 August 2006). Gay Symbols: Other Miscellaneous Symbols. Página visitada em 18 February 2007.
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    5. ↑ Human Sexual Response, 1966
    6. ↑ Human Sexual Inadequacy, 1970
    7. ↑ KAPLAN, H.S. O desejo sexual. Rio de Janeiro: Editora Nova Fronteira, 1983.
    8. ↑ AMERICAN PSYCHIATRIC ASSOCIATION. - Manual Diagnóstico e Estatístico de Transtornos Mentais. 4.ed. Texto revisado. Porto Alegre: Artmed, 2002.
    9. ↑ a b ORGANIZAÇÃO MUNDIAL DA SAÚDE - Classificação de Transtornos Mentais e de Comportamento da CID-10. Descrições Clínicas e Diretrizes Diagnósticas. Porto Alegre:Artmed, 1993
    10. ↑ KAPLAN, H.S. - Evaluación de los transtornos sexuales - aspectos médicos y psicológicos. Madrid: Editora Grijalbo, 1986.
    11. ↑ Freud
    12. ↑ Talita Franco, uma das responsáveis por esse tipo de intervenção cirúrgica realizada desde 2002 no Hospital Universitário Clementino Fraga Filho (HUCFF) ligado à Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), em http://www.agenciabrasil.gov.br/noticias/2008/06/07/materia.2008-06-07.2412464504/view
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      4. ↑ Queen & Schimel, page 20
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        22. ↑ http://www.tvguidemagazine.com/american-idol/adam-lambert-kris-allen-admit-bromance-1553.html

Pesquisa comprova que homofóbicos são em maioria aqueles que não toleram sua homossexualidade.



Oque é formação reativa?
Esse mecanismo substitui comportamentos e sentimentos que são diametralmente opostos ao desejo real. Trata-se de uma inversão clara e, em geral, inconsciente do verdadeiro desejo. Como outros mecanismos de defesa, as formações reativas são desenvolvidas, em primeiro lugar, na infância. As crianças, assim como incontáveis adultos, tornam-se conscientes da excitação sexual que não pode ser satisfeita, evocam conseqüentemente forças psíquicas opostas a fim de suprimirem efetivamente este desprazer. Para essa supressão elas costumam construir barreiras mentais contrárias ao verdadeiro sentimento sexual, como por exemplo, a repugnância, a vergonha e a moralidade. Não só a idéia original é reprimida, mas qualquer vergonha ou auto-reprovação que poderiam surgir ao admitir tais pensamentos em si próprios também são excluídas da consciência.
Infelizmente, os efeitos colaterais da Formação Reativa podem prejudicar os relacionamentos sociais. As principais características reveladoras de Formação Reativa são seu excesso, sua rigidez e sua extravagância. O impulso, sendo negado, tem que ser cada vez mais ocultado.
Ou seja, para os leigos, toda pessoa que critica com base na “moral”, com muita rigidez, extravagância, alarde, gritaria esta na realidade querendo esconder o seu real desejo, quando ele diz por exemplo: “A homossexualidade é imoral”, ele esta querendo esconder o desejo de relacionar com alguém do mesmo sexo, ele precisa afirmar sua posição contrária para satisfazer seu ego e isso vira uma obsessão, fica doentio, o que me leva a crer que Silas tem sérios problemas com sua sexualidade, assim como Julio Severo, João Campos e todos aqueles que se incomodam tanto e se defendem com base na moral bíblica, religiosa ou seja em qualquer outra com tanta veemência! Fica então o esclarecimento aos leitores 
 Agora vamos a pesquisa!
Em 1996, três psicólogos convidaram 64 voluntários, todos homens heterossexuais, para uma pesquisa, classificando-os em muito ou pouco homofóbicos de acordo com um questionário preenchido pelos sujeitos. Depois disso, foram assistir a três vídeos eróticos de cerca de 4 minutos casa, um mostrando um casal heterossexual, outro com duas mulheres e um com dois homens. Um sensor media o aumento da circunferência peniana, que reflete o grau de excitação sexual, durante os filmes. O resultado é que não houve diferença entre o grau de excitação entre os homofóbicos e não-homofóbicos diante do filme com duas mulheres nem com um casalMas houve uma diferença significativa no grau de excitação entre os dois grupos diante do filme com os homens: adivinhem? O Grupo mais homofóbico foi o que ficou mais tempo vendo o filme Gay e mais tempo exitado!  E não foi só isso. Os participantes deviam assinalar o quão excitados estavam em cada um dos filmes, e normalmente não houve discrepância entre o que os sujeitos diziam e o quanto era medido pelo sensor, a não ser nesse caso, quando os homofóbicos diziam-se menos estimulados do que o verificado em seus corpos – olha aí de novo o aspecto inconsciente apontado por Freud.
Minha última testemunha é o brilhante filme Beleza Americana, Oscar de melhor filme, melhor diretor (Sam Mendes), melhor ator (Kevin Spacey) e melhor roteiro no ano 2000. Um personagem homofóbico e neo-nazista acha que o vizinho (Spacey) é gay. O seu incômodo cresce ao longo do filme, até que, numa das melhores cenas, ele vai até o vizinho, beija sua boca e em seguida o mata com um tiro na cabeça. O desejo inconsciente rompe a barreira da repressão e leva ao beijo, mas é uma situação de tal forma intolerável que o faz exterminar a fonte desse desejo.
Pesquisa: 
Adams, H., Wright, L., & Lohr, B. (1996). Is homophobia associated with homosexual arousal?Journal of Abnormal Psychology, 105 (3), 440-445 DOI: 10.1037/0021-843X.105.3.440  

terça-feira, 3 de julho de 2012

Foi fundada a Associação dos Preconceituosos para reunir quem discrimina


Preste atenção, vou contar uma história
De pessoas que pensavam não ter defeito
Todas se uniram, eram um só grupo agora
Que foi chamado: o grupo do preconceito

Mas o grupo não durou muito tempo unido
Ele não deu muito certo, logo se desfez
Mas o que será que deve ter acontecido?
Eu vou contar sua história, era uma vez...

Cem pessoas participavam daquele evento
Mas a coisa que todas elas tinham igual
Era sem dúvida alguma aquele sentimento
Que deu nome ao grupo e juntou o pessoal

Mas bem no começo, um detalhe perceberam
No grupo de cem, branco não era a regra
Algo estava errado, logo se enfureceram
Pois dentre eles dez eram da raça negra

Lógico, os outros membros os expulsaram
Ficando só os noventa brancos perfeitos
Que tinham preconceitos e não perdoavam
Enfim livres dos detestáveis dez negros

O grupo, reduzido, já estava discutindo
Assim, começaram lá atrás algumas rixas
E vários no grupo acabaram se assumindo
Dos homens lá presentes, dez eram bichas

Vejam só este absurdo, como é que pode?
Bichas em meio aos machões, que nojento
Será que eles querem levar um "sacode"?
Devem gostar de porrada e de sofrimento

Vamos ter que limpar este grupo é agora
Sem essa de opção sexual, macho é macho
Batam bastante, mandem as bichas embora
E quem fizer frescuras aqui eu despacho

Falando em frescura, de quem é o batom?
Entre os oitenta há também dez mulheres
Com covardes e fracas o grupo não é bom
Já para a cozinha, entre copos e talheres

Ficaram assim apenas os setenta machões
Vamos fazer um estatuto, disse um então
Depois de conversas e muitas discussões
Decidiram: o grupo vai virar associação

Chamou-se Associação dos Brancos Machos
Completaram com o termo: Preconceituosos
Mas ao discutirem a religião e os seus atos
Alguns não eram cristãos, nem religiosos

Que absurdo, deus só tem um e é o nosso
Quem não seguir o pensamento vai embora
Exterminar seitas e ateus sei que posso
Fica grupo limpo, por dentro e por fora

Dentre setenta, vinte não eram cristãos
E assim não cultuavam nem vinho, nem pão
Expulsos a pontapés pelos outros irmãos
Sobraram só cinquenta da mesma religião

Mas olharam de novo, para espanto geral
Notaram surpresos, depois das expulsões
Que, nem dessa forma, o grupo era igual
Para uns o aluguel, para outros mansões

É uma vergonha ter pobres no nosso meio
Quem não tem dinheiro de nada nos serve
Aqui não fica pobre, mendigo, esmoleiro
É que os melhores não se juntam à plebe

Vinte pobres que não têm a nossa classe
Fiquem nos barracos ou vão já trabalhar
Seria favor se, sozinhos, nos deixassem
É hora do banquete com lagosta e caviar

Só sobraram ali os trinta privilegiados
Que odeiam e não se misturam com negros
Budistas, mulheres, pobres e nem viados
Queimemos todos por seus medonhos erros

Acho que podemos formar o grupo por fim
Só que não é um grupo, é uma associação
Após escolher o presidente, façam assim
Votem agora no secretário e no escrivão

Esperem, algo aqui ainda não está certo
Este grupo não parece ser bem homogêneo
Enquanto tem um sem estudo e analfabeto
O outro tem doutorado e é quase um gênio

Quem não tem estudo, faça-me já o favor
De se desligar hoje mesmo da Associação
Fiquem aqueles que têm título de doutor
Ou são bem formados, numa boa profissão

E vinte coitados sem estudo, nem letras
Já chamados de burros, de gente anormal
Foram expulsos dali com paus e marretas
E correram pelos fundos, para o quintal

Ali os dez melhores são os que sobraram
Morra quem é mulato, Gay ou de outra fé
E felizes da vida até se cumprimentaram
Mais perfeitos que eles, ninguém mais é

Mas só ao fazerem isso perceberam então
Que um deles tinha um defeitinho na mão
Quem tem dedo torto fica na Associação?
E levantou-se assim, uma nova discussão

Surdo e canhoto, sem direito respeitado
São defeitos da natureza, coisa anormal
Sai do grupo o cego, o mudo, o aleijado
Vamos pôr nisto tudo um bom ponto final

Junto daqueles, havia um manco da perna
Que ajudava o avô de aparelho na orelha
Expulse até os velhos, chega de baderna
Só fica gente sadia, sem a pele vermelha

Colocados para fora sem constrangimento
Todos os diferentes, até gordo e careca
Porque lá não aceitam nem em pensamento
Cadeira de roda, peruca, óculos, muleta

Com a perda dos sete por defeito físico
Só ficaram três deles, já meio abalados
Imaginando se ainda haveria algum risco
E temendo que algo os deixasse isolados

Passada esta fase começaram a conversar
Pois, afinal, ainda eram uma associação
Há coisas a fazer, assuntos a deliberar
Já que eles eram a rica nata da criação

E conversando muito e também discutindo
As coisas foram num instante aparecendo
E não eram iguais entre si nem sorrindo
Só agora é que estavam mesmo percebendo

Quanto a política e futebol discordavam
Cada membro tinha um partido ou um time
Centro, direita, Vasco, Grêmio gritavam
Lá todos tinham uma opinião muito firme

Então viram que o grupo não daria certo
Eram todos diferentes e não concordavam
E já nem podiam ver seu amigo por perto
Que chegava o preconceito e se enojavam

E assim cada um expulsou os outros dois
Por isso, aquela Associação se dissipou
Decidiram sumir, sem deixar para depois
Dessa forma, este horrendo grupo acabou

O tempo passou rápido, mas algo ocorria
E os três decidiram reunir-se novamente
Como não se vive só, o grupo retornaria
Mas desta vez, um novo projeto em mente

Quem é deficiente foi novamente chamado
Pois defeito não era motivo de exclusão
Chamaram também o idoso e o necessitado
Experiência e humildade bem úteis serão

Foi convocado quem tinha estudado pouco
Pois para ser cidadão escola não carece
Veio também o crente, o ateu, o caboclo
Bem-vindos até aqueles de nenhuma prece

O judeu, budista, mórmon ou o candomblé
Avisaram mesmo os que não eram cristãos
Porque agora, não interessava mais a fé
De ônibus, carro, a pé são todos irmãos

A cada dia o grupo ficava mais complexo
Chamaram Travestis, Drags e Transexuais
Todos os que amam alguém do mesmo sexo!
Gay, Bi, Lésbica voltaram a ser normais

Marido e mulher, já não era obrigatório
O casamento Homossexual podia outra vez
A liberdade deste amor era algo notório
Havia filhos de héteros, filhos de Gays

Não importa se você é marrom ou amarelo
Já que essas raças ao grupo pertencerão
Os negros, os mulatos, os pardos vieram
Tenha orgulho da sua cor e sua condição

A mãe, a avó, a cunhada, a tia e a irmã
Encantaram o grupo com o toque feminino
A mulher era reconhecida de novo cidadã
Símbolo do amor, uma nação e o seu hino

De novo as cem pessoas estavam reunidas
Para Formar uma outra Associação, enfim
Tiveram pois, que mudar o nome do grupo
Pois o preconceito não era mais seu fim

O objetivo agora é formar um grupo novo
De pessoas que respeitam seu semelhante
Em tratamento digno, humano, respeitoso
É bem simples, mas é uma ideia brilhante

Afinal, o que diz a lei contra a homofobia?


Entre a extensa lista de citações do filósofo grego Aristóteles, uma é essencial para que todo este texto faça sentido: “O ignorante afirma, o sábio duvida, o sensato reflete”.

Ser Gay não é o único motivo que me faz acreditar que o projeto de lei que adiciona a discriminação aos Homossexuais à lista de crimes de discriminação será benéfico para toda a sociedade.

O que me faz acreditar neste projeto é seu texto, claro, conciso e objetivo. Ao contrário do que vociferam pastores evangélicos Brasil a fora, como Silas Malafaia e o senador Magno Malta (PR/ES), o PL122 não torna os Gays uma "categoria intocável".

A discriminação por orientação sexual (Homo- Bi - Trans e hétero) passa a incorporar o texto de uma lei já existente (Lei 7.716), que pune o preconceito por raça, cor, etnia, religião, procedência nacional, gênero e sexo.

Aprovada a modificação, a lei ganha o texto ‘orientação sexual e identidade de gênero’ como complemento, só isso.

A lei, que já cita uma extensa lista de crimes contra estas fatias da sociedade, adiciona ainda impedir ou proibir o acesso a qualquer estabelecimento, negar ou impedir o acesso ao sistema educacional, recusar ou impedir a compra ou aluguel de imóveis ou impedir participação em processos seletivos ou promoções profissionais para as pessoas negras, brancas, evangélicas, budistas, mulheres, nordestinos, gaúchos, índios, homens heterossexuais, mulheres Homossexuais, Travestis, Transexuais… pra TODO MUNDO!

Ou seja, a lei não cria artifícios para beneficiar apenas os Gays, mas para dar mais garantias de defesa de seus direitos para toda a sociedade, da qual a Comunidade Gay está inserida.

O único artigo que cita diretamente os direitos constituídos a Homossexuais é o oitavo, que torna crime “proibir a livre expressão e manifestação de afetividade do cidadão Homossexual, Bissexual ou Transgênero, sendo estas expressões e manifestações permitidas aos demais cidadãos”, deixando claro que os direitos são de TODOS, e não apenas de um grupo seleto de pessoas.

Mas e a liberdade de expressão? O ponto mais criticado por evangélicos, especificamente, é a perda da liberdade de expressão. Ora, onde um deputado em sã consciência faria um projeto desta magnitude e não estudaria a fundo a constituição para evitar incompatibilidades?

O PL122 apenas torna crime atos VIOLENTOS contra a moral e honra de Homossexuais, o que não muda em nada o comportamento das igrejas neopentecostais em relação à crítica.

Uma igreja pode dizer que ser Gay é pecado? Pode. Assim como pode dizer que ser prostituta é pecado, ser promiscuo é pecado, ser QUALQUER COISA é pecado.

A igreja pode dizer que Gays podem deixar o comportamento Homossexual de lado e entrar para a vida em comunhão com Jesus Cristo? Pode, claro! Tudo isso é permitido, se há homossexuais descontentes com sua orientação sexual, eles devem procurar um jeito de ser felizes, ou aceitando sua sexualidade ou tentando outro caminho, como a igreja, por exemplo.

Agora, uma igreja pode falar que negros são sujos, são uma sub-raça e que merecem voltar a condição de escravos?

Pode dizer que mulheres são seres inferiores, que não podem trabalhar e estudar, e que devem ser propriedade dos maridos?

Pode dizer que pessoas com deficiência física são incapazes e por isto devem ser afastadas do convívio social por não serem ‘normais’?

Não, não pode! Da mesma forma, que igrejas não poderão dizer (mesmo porque é mentira) que ser Gay é uma doença mental, que tem tratamento, que uma pessoa Gay nunca poderá ser feliz e que tem de se "regenerar".

Isto é uma violência contra a moral e a honra dos Homossexuais, e este tipo de conduta ofensiva será passiva de punição assim que a lei for aprovada.

O que o PL122 faz é incluir. Ele não cria um "império Gay", como quer inadvertidamente propagar um ou outro parlapatão no Senado. O PL122 não deixa os Homossexuais nem acima, nem abaixo da lei. Deixa dentro da lei.

Quem prega contra a lei tem medo de perder o direito de ofender, de humilhar, de destruir seu objeto de ódio. Quem prega contra o PL122 quer disseminar a intolerância.

E tudo que nossa sociedade precisa hoje é aprender respeito e tolerância, e descobrir de uma vez por todas que é a pluralidade que torna nossas breves existências em algo tão extraordinário.

O peso da “revelação” de Anderson Cooper.


O jornalista americano Anderson Cooper, hoje a maior estrela da rede de notícias CNN, anunciou na segunda-feira [2/7] que é gay. Não foi bem um anúncio formal, e não se trata exatamente de uma novidade, mas o âncora nunca havia tocado publicamente no assunto e sempre foi discreto sobre sua vida pessoal. Cooper fez a revelação em um email ao blogueiro – assumidamente gay – Andrew Sullivan, do site Daily Beast. Sullivan, por sua vez, publicou – com autorização do jornalista – a mensagem na íntegra.
Cooper afirmou que temia que seu longo silêncio sobre o assunto pudesse levar as pessoas a acreditar que ele não se sentia confortável ou tinha vergonha de sua sexualidade. Mas disse que, por seu trabalho o colocar em evidência, tentava manter certo nível de privacidade em sua vida. O jornalista contou que optou por manter a discrição, em parte, por motivos profissionais. “Eu sinto que, às vezes, quanto menos um entrevistado sabe sobre mim, mais eu posso fazer efetivamente e de forma segura meu trabalho como jornalista”.
Cooper escreveu, no entanto, que recentemente começou a se perguntar se os efeitos involuntários de seu esforço para manter a privacidade começaram a pesar mais do que a questão em si. “Ficou claro para mim que, ao permanecer em silêncio sobre certos aspectos da minha vida pessoal por tanto tempo, eu dei a alguns a impressão errada de que estou tentando esconder alguma coisa – algo que me deixa desconfortável, com vergonha ou até com medo. E isso é triste porque simplesmente não é verdade”. Continua ele no email a Sullivan: “O fato é que eu sou gay, sempre fui, sempre serei, e não poderia ser mais feliz, confortável comigo mesmo, e orgulhoso”.
Debate do momento
Sullivan, que é amigo de Cooper, havia pedido ao jornalista um comentário sobre uma capa da revistaEntertainment Weekly, intitulada “A nova arte de sair do armário”, sobre as maneiras discretas como algumas celebridades têm se identificado como gays. “Eu pedi o feedback dele sobre este assunto por razões que são provavelmente óbvias para muitos”, escreveu o blogueiro.
O tema está em alta. Semanas antes, o New York Times havia publicado matéria descrevendo como o ator Jim Parsons, do seriado The Big Bang Theory, havia casualmente se identificado como gay em uma entrevista – segundo o jornal, “mostrando como, para algumas estrelas gays, existe um novo estado normal que evita o coreografado número de sapateado para sair do armário”. No mês passado, uma matéria de capa do New York Observer listava Cooper entre celebridades que não escondiam ser gays, mas se negavam a discutir publicamente suas vidas pessoais.
O âncora gay
A orientação sexual do âncora sempre foi conhecida por seus colegas e amigos no meio jornalístico. Assessores da CNN por vezes tentavam impor algumas regras quando o jornalista era entrevistado para evitar perguntas sobre o assunto. Elas até surgiam, mas ele não respondia abertamente. “Ele me disse, muitos anos atrás, que não queria ser conhecido como ‘o âncora gay’”, afirma Gail Shister, colunista do TVNewser.com. “Ele não queria que sua sexualidade ficasse ligada a sua profissão”.
Desta forma, Cooper, que ancora o programa Anderson Cooper 360 no horário nobre da CNN e contribui com matérias para o 60 Minutes, da CBS, nunca pensou em anunciar sua sexualidade na TV, de acordo com diversos colegas de trabalho. Ele se importava bastante, no entanto, com notícias de ataques e outras formas de discriminação a gays, temas que sempre cobriu amplamente em seus programas. Por causa de sua posição de destaque no telejornalismo americano, afirmou um ex-produtor, Cooper passou a sentir que podia fazer alguma diferença – ele se torna, com o anúncio, o mais famoso jornalista abertamente gay da TV americana.
TV, política e sociedade
Muitas das reações imediatas ao anúncio nas redes sociais e blogs sobre jornalismo foram do tipo “eu já sabia”, “era óbvio”, etc. Mas houve quem avaliasse que a declaração pública do âncora poderá, mais para frente, impulsionar o processo de aceitação de homossexuais na sociedade americana, tendência que tem ficado evidente em pesquisas ao longo das últimas décadas. Nos últimos 20 anos, a TV nos EUA passou a refletir essa aceitação crescente, e a estimulá-la – muitas vezes em seriados com personagens gays comoEllen e Modern Family.
Há dois meses, o presidente Barack Obama afirmou seu apoio ao casamento gay, elevando os direitos legais entre parceiros do mesmo sexo a um tema a ser debatido na campanha presidencial deste ano. Naquela mesma noite, Cooper começou seu programa na CNN afirmando que a mais recente pesquisa do instituto Gallup dizia que 50% dos americanos concordam que o casamento entre pessoas do mesmo sexo devia ser legal; e 48% dizem que não. “Então metade do país apoia o casamento entre pessoas do mesmo sexo, e esta noite esta metade inclui o presidente dos EUA”, concluiu.
“A visibilidade dos gays é um dos principais meios para nossa igualdade”, escreveu Sullivan no post que trazia o email de Cooper. O jornalista concorda: ainda que pretenda continuar a preservar sua privacidade, ele diz que “a visibilidade é importante, mais importante do que preservar meu escudo de privacidade de jornalista”. Com informações de Brian Stelter [The New York Times, 2/7/12]
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Facebook cria ícones para casamento gay


Nos Estados Unidos, casais homossexuais podem assinalar seu casamento com ícones mostrando dois noivos ou duas noivas na linha do tempo do Facebook.


Foto na página de Chris Hughes no Facebook
Foto na página de Chris Hughes no Facebook: para os brasileiros, um símbolo de erro aparece no lugar do ícone
São Paulo — O Facebook parece estar dando mais um passo em sua trajetória como rede social amigável ao público gay. Agora, ao menos nos Estados Unidos, casais homossexuais podem indicar seu casamento, na linha do tempo, usando ícones específicos no lugar daquele que mostra uma noiva e um noivo. Os novos ícones exibem, lado a lado, duas noivas ou dois noivos.
A novidade foi vista primeiro na página de um dos cofundadores do Facebook, Chris Hughes. Ele se casou, neste último fim-de-semana, com seu namorado Sean Eldridge e publicou fotos da festa na rede social. Na tarde de segunda-feira, porém, para quem acessava osite no Brasil, um símbolo de erro aparecia no lugar do ícone sobre a foto de Hughes e Eldridge na linha do tempo. Isso sugere que talvez o ícone ainda não esteja disponível para os brasileiros.
A novidade recebeu elogios da Gay & Lesbian Alliance Against Defamation (GLAAD), organização não governamental americana que zela pelo tratamento dado aos homossexuais na mídia. A entidade já tem uma parceria com o Facebook há alguns anos e chegou a premiar a rede social com seu GLAAD Media Awards pelas ações amigáveis ao público gay.